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Diretora-geral do IGP fala sobre operação padrão de peritos gaúchos

Por Rodrigo de Aguiar , 17/01/2020, 15h48

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Nesta sexta-feira, acontece a paralisação da regional de Pelotas do Instituto Geral de Perícias (IGP). O movimento, organizado pelo Sindiperícias, é parte da operação padrão que está sendo desencadeada pelos técnicos em sinal de protesto ao pacote de medidas proposto pelo governador do estado, Eduardo Leite.

Nesse dia, estão paralisados os serviços de emissão de carteira de identidade e necropsias, com exceção das sedes regionais. Além disso, os peritos gaúchos não contam com reposição salarial há pelo menos cinco anos e cobram do governo estadual o mesmo tratamento dados aos demais profissionais da segurança pública.

À reportagem do Grupo Oceano, a diretora-geral do IGP, Heloísa Kuser, disse que o órgão entende a mobilização dos peritos, pois ao longo dos cinco anos, essa é a primeira vez que a categoria paralisa os serviços. Ela também informou que os profissionais sabem da responsabilidade do trabalho que desempenham e os atendimentos têm sido cumpridos.

Sobre o déficit funcional de 1.000 servidores, Heloísa explicou que o número ideal de 1.751 peritos foi estabelecido por uma legislação de 2014 e nunca foi atingido na história do IGP. Para amenizar esse problema, existe um concurso público em andamento do ano de 2017 que será prorrogado por mais dois anos, no mês de março.

Até agora 104 servidores assumiram suas funções e o órgão aguarda da Secretaria da Fazenda a liberação para novos chamamentos. “O governo está sensível a necessidade de novos servidores para o IGP e o secretário de segurança deverá apresentar em breve o calendário de chamamento”, completou a diretora.

A convocação dos novos profissionais não estava prevista no cronograma divulgado pelo governo no ano passado em razão de um apontamento do Tribunal de Contas do Estado que deixou o certame em aberto de agosto a novembro. Quando o problema foi resolvido, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) já havia anunciado os chamamentos.

Já com relação a demora nos atendimentos de casos de mortes violentas e acidentes de trânsito, Heloísa esclareceu que devido aos pedidos de aposentadoria e licenças de saúde, o número de peritos criminais foi enxugado e por conta dessa redução, é preciso encaixar as escalas de trabalho dos servidores que não pode ser superior a 40 horas semanais.

Pensando nisso, existe um planejamento do órgão para, em caso de novos chamamentos, priorizar a cidade do Rio Grande que já conta com médicos legistas e papiloscopistas, faltando apenas os peritos criminais. Caso isso ocorra, existe a intenção de reabertura do posto de Rio Grande, o que diminuiria consideravelmente o tempo de espera em situações de morte.

Imagem: Rodrigo de Aguiar/Grupo Oceano

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