Zona Sul

Susto

Ecosul e bombeiros resgatam família ilhada no Rio Piratini

Por Assessoria , 11/01/2019, 17h52

O tradicional acampamento de férias de uma família de Pelotas por pouco não acabou em tragédia. O casal Evaldir Sausen e Neila da Cruz, juntamente com os filhos, Lindamara da Cruz Salsen, de 14 anos, Ana Luiza da Cruz Salsen, de 12 anos, Ticiane Silveira, de 14 anos, e Gabriel da Cruz Salsen, de 10 anos, foram resgatados na manhã desta sexta-feira, pela Ecosul e Corpo de Bombeiros, depois da subida repentina do Rio Piratini. O grupo que acampava desde quarta-feira e ficou isolado pela grande vazão de água que fez o rio transbordar nas últimas horas.

Por volta das 6h30 de hoje o Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária recebeu a informação de um usuário da rodovia, de que um veículo encontrava-se alagado na altura do km 556 da BR 116, em Pedro Osorio, local onde fica a ponte do Passo do Ricardo, sobre o Rio Piratini. Imediatamente foi acionado o Corpo de Bombeiros de Pelotas e deslocadas equipes da empresa com uma ambulância de resgate e viatura médica, além do apoio da inspeção de tráfego.

“Nossas equipes chegaram ao local às 7h15 e logo em seguida a guarnição do corpo de Bombeiros, com o bote salva-vidas para iniciar as buscas”, informa o operador do CCO da Ecosul, Christopher Pinheiro. Por volta do meio-dia a equipe do Corpo de Bombeiros localizou a família isolada em uma mata, cercada pela forte correnteza do rio. Todos foram cuidadosamente retirados e levados para atendimento médico pelo resgate da concessionária.

Passeio frustrado

Segundo Evaldir, o passeio já é tradição da família, que há mais de duas décadas aproveita os primeiros dias do ano para vivenciar um tempo de descanso em meio à natureza. “A ideia é sempre reunir a família, fazer um assado, pescar e descansar”, resumiu. Ele contou que chegaram ao local na quarta-feira pela manhã, com a intenção de ficar até domingo. “Deixamos o carro na altura do Liscano e caminhamos até a praia onde sempre ficamos”, explicou.

Tudo ia bem até quinta-feira, quando o vento e as trovoadas obrigaram o grupo a mudar pela primeira vez o local do acampamento. Saíram da margem do rio e foram para dentro da mata. “Era uma garoa fraca, mas com muito vento e relâmpagos”, recordou. Durante a madrugada, Evaldir foi alertado pela esposa de que a água estava subindo rapidamente.

O grupo buscou abrigo em outros espaços da mata, mas na medida em que o rio subia, não viam mais alternativas. “Começamos a sentir um desespero pela rapidez das águas e pensei em sair para buscar ajuda, mas a correnteza era forte e achei que seria mais seguro nos mantermos unidos”, ressaltou. Mesmo com cinco celulares, o grupo não conseguia sinal e tentaram acionar os Bombeiros via WhatsApp.

Finalmente, por volta do meio-dia de hoje, ao avistarem a chegada do socorro, a família comemorou emocionada. “Estamos todos bem e com saúde, isso é o que importa”, finaliza Evaldir. As viaturas da concessionária levaram a esposa e os filhos de Evaldir de volta para casa, enquanto ele aguardava o resgate do carro. “Foi um susto, mas no final tudo saiu bem”, comemorou.

O Rio Piratini nasce região de Pinheiro Machado, na Serra das Asperezas, a uma altitude aproximada de 400 metros e sua foz é no Canal São Gonçalo. Separa as cidades de Pedro Osório e Cerrito, onde em 1992 aconteceu a histórica enchente, em que a ponte ferroviária foi a única construção sobre o Rio Piratini que resistiu ao forte volume de águas que desceram em grande velocidade.

Foto: Lissandro Robaina/Divulgação

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