Quando o Papai Noel chega, as contas aumentam

24/12/2019 09:57

O Natal é mágico! Por suas histórias, por sua simbologia, pela capacidade de humanizar o nosso dia a dia e motivar a confraternização, a solidariedade e a explicitação dos gestos de gratidão e amor. Para os cristãos, o Natal representa o nascimento de Jesus, que veio ao mundo para salvar os homens de seus pecados. 

O Natal é representado pela árvore de Natal que tem sua origem em povos antigos que cultuavam o animismo (primeiro sistema de crenças), e em seu topo pode ter a estrela, que é um dos símbolos da cultura Cristã. Sabemos que o ano está acabando quando observamos as lojas colocarem os enfeites de Natal. Quando isso acontece, começa o “frenesi” de final de ano e a preocupação com a ampliação das contas, do endividamento familiar. 

O final de ano chega e com ele se amplia o número de contas e pagamentos: chegam os boletos de IPTU, de IPVA, de seguro, a renovação das matrículas escolares, tem a compra de presentes, as férias e o pagamento de contas atrasadas. Não é à toa que a maior parte dos gaúchos utilizaram o décimo terceiro ou a parcela do FGTS para pagar dívidas atrasadas. 

Atualmente, 2/3 das famílias brasileiras estão endividadas. O último levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que 1/4 das famílias estão inadimplentes (pessoas que têm contas ou dívidas em atraso) e quase 10% dos brasileiros não têm condições de pagar as suas contas. 

O cartão de crédito é o principal tipo de dívida do brasileiro (78,9%) e o principal motivador de endividamento. O crédito facilita a compra, motiva a compra por impulso e, para alguns, o cartão de crédito é um dinheiro que parece infinito, até que o sonho se torna um pesadelo. 

E o “bom velhinho” chega fazendo barulho, com muitas estratégias de marketing e promoções. Isso faz com que muitos desejos reprimidos e expectativas de consumo se tornem realidade em muitas famílias. Na maioria dos casos, a intenção de compra está associada ao mercado de eletroeletrônicos: trocar a televisão, o celular, a geladeira, a máquina de lavar ou até mesmo adquirir um ar-condicionado.

Os mais jovens se preocupam com o guarda-roupa. Tanto em termos de vestuários, como calçados e acessórios. A galera também está sempre de olho nas inovações tecnológicas e se o limite do cartão estourar, até se arriscam a fazer um carnê para comprar parcelado. 

Cerca de 1/4 da população se preocupa com os recursos para as férias. Algumas famílias fazem o devido planejamento. Outras famílias têm suas férias definidas pelas oportunidades que vão aparecendo e, cada vez mais, as férias ou os passeios estão associados ao apoio e motivação da rede de relacionamento. Significa dizer, que a casa de praia de um parente ou amigo é sempre uma possibilidade a ser avaliada.

As pesquisas de intenção de compra em datas festivas e o grau de comprometimento de renda e endividamento da população indicam que a educação financeira não é o forte do brasileiro e que a mesma deveria ser um tema de currículo escolar. Precisamos aprender a definir o que é útil e necessário, o que realmente importa. E ter claro o que é supérfluo ou nos motiva apenas em função da moda, da pressão social.

O que mais importa no Natal é a celebração em família, a cumplicidade e a empatia entre as pessoas. E como a empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, o Natal inspira o perdão e a compaixão, até com quem gastou mais do que podia!

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