País

Política

Eleição municipal pode ser dividida em dois dias, diz ministro

Por Redação , 22/05/2020, 17h38

O ministro Luís Roberto Barroso, que assume o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima semana, disse nesta sexta-feira (22), em Brasília, que a hipótese de que as eleições municipais deste ano tenham dois dias de votação está em discussão. A medida tem como objetivo reduzir aglomerações e a exposição dos eleitores ao coronavírus (Covid-19).

O custo adicional estimado pelo TSE para um dia a mais de eleição é de R$180 milhões. Diante disso, e do quadro de crise fiscal, outra possibilidade seria expandir o horário de votação, com a duração de 12 horas, diminuindo o custo. “Em vez de irmos até as 17h, irmos talvez até as 20h, e começar às 8h. Portanto, iríamos de 8h às 20h, 12 horas de votação. Esta é uma ideia, é uma possibilidade. Essa não depende de lei, podemos nós mesmos regulamentar no TSE”, disse o ministro Barroso, durante uma live.

A Justiça Eleitoral estuda também em fazer a votação dividida por faixa etária, nos diferentes turnos do dia de eleição. “Para isso, é preciso ouvir sanitaristas [para saber] se colocaríamos os mais idosos votando mais cedo, depois os mais jovens na hora do almoço. A gente tentar fazer uma divisão dessa natureza”, explicou Barroso. O ministro disse, ainda, que mantém diálogo constante com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre o eventual adiamento do calendário eleitoral. Para a alteração do calendário, é necessária que o Congresso aprove uma proposta de emenda constitucional (PEC). "A definição sobre o adiamento das eleições depende ainda da trajetória da curva de contaminação do novo coronavírus", afirmou Barroso. “Em meados de junho será o momento de se bater o martelo”, finalizou ele.

 

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Voltar Topo