Rio Grande

Covid-19

Furg e HU/Ebserh vão realizar 4 mil testes moleculares para diagnóstico do coronavírus em RG

Por Assessoria , 03/04/2020, 18h09

Uma iniciativa da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e de seu Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr, que é vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vai disponibilizar ao município do Rio Grande 4 mil testes moleculares (RT-PCR) para o coronavírus. Diferente do teste rápido, que só pode ser realizado após o sétimo dia de sintomas e indica se o paciente já contraiu ou está imune ao vírus, o teste molecular apresenta um exame biológico completo e permite identificar a presença do vírus já nos primeiros dias da doença.

Na manhã desta sexta, 3, o Conselho Curador da Fundação de Apoio ao Hospital de Ensino do Rio Grande (Faherg) se reuniu por videoconferência e aprovou o uso de R$ 430 mil de seu fundo de contingência. O recurso será utilizado para a aquisição dos materiais de consumo dos testes e também para as adaptações estruturais necessárias para que o Laboratório de Análises Clínicas (LAC) e outros três laboratórios da Área Interdisciplinar de Ciências Médicas do HU possam processar os exames.

A compra será feita hoje e o prazo para entrega é de 20 a 30 dias, período que será dedicado à reforma dos espaços. “Ainda não estamos em situação tão grave. Por isso o momento de agir é agora”, explica o vice-reitor da Furg, Danilo Giroldo.

A iniciativa se soma à da Prefeitura Municipal do Rio Grande, que está adquirindo cerca 1,5 mil testes rápidos, número que, em parceria com a sociedade civil organizada e outras instituições, a Furg quer fazer chegar em 8 mil. Giroldo observa que a iniciativa tem dois objetivos: “Primeiro, vamos ter testes disponíveis para quem está na linha de frente. Quando uma pessoa está com suspeita da doença, ela e todos que tiveram contato com ela têm que ficar em isolamento e se perde um conjunto de pessoas de áreas essenciais por até 14 dias. Com essa testagem em Rio Grande a gente vai conseguir testar rápido. Se tiverem contaminadas, as pessoas vão para isolamento, se não tiverem, poderão voltar logo ao trabalho”. O vice-reitor refere-se a profissionais de saúde, forças de segurança, trabalhadores portuários e de serviços essenciais. O segundo objetivo é estratégico: “Esse número, 4 mil testes moleculares, mais 8 mil testes sorológicos, vai permitir que a gente tenha um panorama mais claro da evolução da doença e vamos poder tomar decisões com mais clareza, o que só é possível analisar quando dispomos de um volume maior de testes”, finaliza. 

Imagem: Rodrigo de Aguiar

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